Silvana Lucas
Tubarão
Após quatro anos do anúncio do início das obras de construção do novo presídio feminino em Tubarão pela secretária de estado da justiça e cidadania, Ada Faraco De Luca, no dia da inauguração do Presídio Regional Masculino, em setembro de 2011, mais uma nova previsão é divulgada. Naquele ano, a secretária havia dito que as obras começariam em 2102.
No evento ocorrido nesta quarta-feira no Centro Integrado de Cultura em Florianópolis, o ‘Painel da Mostra Laboral do Sistema Prisional’, um debate das particularidades das mulheres apenadas, Ada declarou que as obras da unidade feminina devem iniciar no segundo semestre do próximo ano.
“Em 2016 está prevista a conclusão dos Presídios Femininos de Chapecó e de Itajaí. No segundo semestre, na região norte, a entrega da unidade de Joinville. No sul do estado está prevista a construção do Presídio Feminino de Tubarão, com 112 novas vagas e a desativação da unidade atual, além de também iniciarmos a construção da penitenciária feminina de Criciúma, com 290 vagas”, destacou Ada.
Estrutura proposta
O novo presídio feminino seguirá os padrões exigidos pela Lei de Execuções Penais (LEP), com parlatórios, salas para visita íntima, área para banho de sol, espaço administrativo, ambiente de ensino, consultório médico e odontológico, creche e berçário. A unidade será construída em uma área de 13.578 metros quadrados em um terreno no bairro Bom Pastor, ao lado do Presídio Regional Masculino. No bairro Humaitá, onde localiza-se o presídio feminino, uma praça poderá será construída, conforme reivindicação antiga da comunidade.
Alterações são iniciadas
Depois de três meses da fuga de oito detentos da Unidade Prisional Avançada (UPA) de Imbituba, o local passa agora por reformas na estrutura e a adoção de novas medidas de segurança. “Os trabalhos começaram com a construção de uma sala para advogados e de um depósito para a unidade, além de realizarmos no início desta semana uma operação pente fino para retirar dos detentos objetos e materiais que possam ser usados como ferramenta para a prática de violência”, informa o supervisor da edificação, Matheus de Freitas. Dentro da estrutura foram encontrados objetos perfurantes, drogas e ferramentas para escavar e serem usadas em possíveis fugas.

